Bebamos…palavras

Embriago-me, pra que
Todas as palavras de mim,
Sejam parte do tinto…vinho,
 
Pra que todas as partes de mim,
Sejam “trucadas”, invertidas
Reinventadas, torcidas e moldadas…
 
Não é mais minha, a palavra
Ou o Dom, é um tudo e um nada,
Depois de ser escrita e “fundida”
 
Ou “tocada” por olhos, pálpebras
Ou orelhas, quer furadas, quer não.
Escrevo embriagado…
 
Por isso digo, por isso trago
No peito, na braguilha e no bucho
O mosto quente, por isso, o derramo,
 
(Por um nada) …
 
Um enigma, uma visão,
Uma gralha, uma fala,
Que sirva pra profanar o lugar-comum,
 
Por isso ofereço, dou a palavra,
A quem tiver por prazer
Beber comigo.
 
Vai mais uma rodada,
Bebamos as partes do corpo
Duma vezada, por uma razão qualquer.
 
Ah…eu bebo por desdém,
Também.
 
Joel Matos (12/2013)

 

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5 thoughts on “Bebamos…palavras

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