Se eu fosse ladrão roubava

Se eu fosse ladrão roubava
O amor a quem não me dá nada
Se eu fosse ladrão roubava
Pão e seria eu que o dava de volta
 
Se eu fosse ladrão roubava tudo
A quem não dá nem me dá dó
E se fosse pão roubava-o só
Pro dar ao pobre ao lado da porta
 
Na volta só deixava a tristeza cá
Na beira do mar salgado
Pros tristes deste Condado
Coitados, não morrerem sós.
 
Morrerem com os olhos
Pregados por pregos ferrugentos
Do sal nas tristezas

 

Que semearam cá e lá
 
Jorge Santos
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