Juro

Ó hora do diabo! Deus do caos,
Entropia, desordem e denúncia,
 -Deixa que me roa nas entranhas,
A inveja e o meu nariz falhado, débil
Pode ser que a purga me alivie
 
Das fraudes e da raça doutrem
E o meu corpo depois lavrado de ódio
P’la lama p’la imundice, javardo
Armado p’la cobiça, procrie
Coisas belas que estas não, estas não…
 
Telas falsas que se leem e consomem ocasionais
Como sandes em janelas frias em renúncias
 -Deixa-me fechar nos olhos, o estar bem
E o falso bom agrado de doentias
Falácias crápulas trajadas de besta,
 
A morrer ao lado desta mesa
Falida do meio dia ás treze…desassossego!
 -Deixa-me na soleira do fundo
Na paragem nua da rocha e da lua
– Deixa-me berrar Confúcio, Alláh…
 
Ralhar às hostes de Barrabás e nas talas
Do carpinteiro mas atrás do destino justo
 -Juro, confuso… mas juro – hei-de riscar
Os muros das casas, os tramos e estremas
Que separam essas, destas febris entranhas,
 

 

JURO…
 
Joel Matos (02/2014)
 
 
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