…que fizer por cá…


A sabedoria não é o princípio e o fim do mundo, o céu,
Limite é aliado da minha inteligência apagada,
Comum é a altura total do quanto é curto,
Sabedoria é não entender bem tudo,

Estar calado, não escutar solto
É o inconveniente omitido,
É coisa alguma, é o estar
Sem estar perdido, o ar

É o cabelo dum morto
Sagrado, é o labirinto
É o subir num estrado,
Sem alcançar certo publico

Debaixo, a concha, o bivalve
Em si, o presente, a serenidade,
Sabedoria é a certeza que se tem,
De não entender o sentir sem o saber pesar,

Sabedoria não é um luxo, é um dever, uma reação em cadeia…

Dêem a um homem uma máscara de papelão,
E ele vos dirá o que não sabe, mesmo o mau e pobre
Dêem-lhe um espelho liso e ele verá apenas no reflexo

O que quiser ver, se lhe derem uma testa de cobre e zinco
Obterão um ser d’estanho toda a justiça lhe caberá por direito,
Causa efeito de qualquer guerra e conflito, o tudo e nada,

A noite, a sombra, o ilustre, o encoberto e o mandado
Em retorno fracassarão as ilusões, ideologias
E a inteligência será mandato, dirigente,

Subirá ao púlpito a mediocridade,
E o subterfúgio a maldade,
Ao palanque, o justo

A mente, a razão
E a obra
Qu’fizer
Por
Cá.

Jorge santos (12/2014)

http://namastibetpoems.blogspot.com

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