A tasca dos abissais…

O meu rosto
É por dentro 100 % escrito,
Outros respiram p’la barriga,
Eu atiro pra fora a desdita,

A sentença que me afoga,
É ditada por outros surdos
Roucos, Sem usufruto, estatuto
Nem ritmo, a rês

Que pasta e excrementa
No trás-do-mundo, na mente
Árida dum louco ou parvo
que trago comigo, de rastos, eu arreado,

Escrevo por falta
De vergonha
Na cara, a minha cova
È o putéfilo

Das reles e feias
Corujas divas, tristes musas,
Três delas seminuas,
Dão-me bofetadas,tabefes

Palavrões e da porrada dura
Em grafittes que ignoro mas depuro,
A trave/escora não suporta
O horror do vício sujo, cujo

Que é acordar acoitado,
Na dimensão paralela
Dita poética,
Eu, mau incriado,

Escrevo por descaramento,
Criado ou Rei cristo,
Grito, nu e destronado,
Em mesas de troncos podres,

Dessas que, mesmo aos Deuses
São vedadas,
-Na tasca dos abissais ritos-


Jorge Santos (02/09/2015)
http://namastibetpoems.blogspot.com

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