A missão dos céus

Chego onde hoje habito,
Por uma escada de ar e vento,
Sou ligado ao precipício,
Por uma missão que é ser visto

De todo e qualquer lado,
Menos d’onde estou,
Talvez por ser esse lugar
Medido plo ar que farejo,

E não plo dar em troca
O que seria natural,
– Maresia de mar e gaivota
A voar junto a falésia,

Chego por perto d’onde habito,
Por uma escada de corda
E ferro, ao passar as nuvens
Sinto o hálito de Deus no braço,

Mas na verdade
É confusão a coisa podre,
– Os dentes feios e meus
Ligados à língua pela garganta

Oca ,não seria a troca justa
Nem humana ou então
A missão, não era bem esta…

Joel Matos (01/2016)
http://joel-matos.blogspot.com

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