Papagaio de cana, papel e gente

Pobre fera,
Aquele que ama
De verdade, sem saber,

Aquele não
Preparado pra morrer,
Como fera morre,

Fera cujo coração
Derrete quanto
O céu arde,

Fera fiel ou mito,
Da garganta ao umbigo,
Maldição e sombras,

Pobre fera,
Onde se deita mora,
E toda gente que vai’bora,

Com medo da onça,
Feras de zoo,
Feras sem esperança,

Pobre fera,
Sou eu sem ser
Onça,

Papagaio de papel e fita,
Que se lança
No vento contra,

Obediente
Que nem fera mansa,
Fera de zoo, fera sem esperança

Papagaio de cana
E papel
À onça meia e gente.

Jorge Santos (02/2016)
http://namastibetpoems.blogspot.com

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