Pra que sirvo …

Pra que sirvo, quanto a mim
Vivo pra que me ouçam
E escutem, não tanto aqui
Onde me encontro amiúdo,

Mais na dimensão desse todo o mundo
Que não é mudo, e do que me vê,
Não ao vivo mas que alimenta este cego,
Vivo por isso sem prazo medido

E o meu preço é curto miúdo
E tudo isto…no fundo o modo
Como me escutam
E pra que sirvo, quanto a mim

Prefiro a penumbra sonolenta
Do swing,
No meu canto apoiado p’los cabelos
Sonhos desgovernados mas sonhos,

Apenas sonho, mas sonhos mesmo.

Joel-Matos (03/2016)
http://joel-matos.blogspot.com

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